sábado, 22 de novembro de 2014

Crítica: Seven – Os Sete Crimes Capitais


“Wanting people to listen, you can’t just tap them on the shoulder anymore. You have to hit them with a sledgehammer, and then you’ll notice you’ve got their strict attention.” – John Doe.

A perda de valores da sociedade, a degradação do ser humano e o surgimento de um grande cineasta em um dos melhores filmes dos anos 90.

David Mills (Brad Pitt) é um policial jovem que chega a uma nova cidade, com a sua mulher Tracy Mills (Gwyneth Paltrow). No seu trabalho, encontra William Somerset (Morgan Freeman), um policial muito mais experiente e beirando a aposentadoria. Os dois devem trabalhar juntos para caçar um serial killerque é um tanto curioso: ele mata as pessoas seguindo os 7 pecados capitais. E essa é a trama da história.

Mills e Somerset não se entendem logo de cara. E, além disso, eles estão sempre a um passo atrás do assassino, o que deixa a história bem tensa. Percebemos que Mills possui um temperamento completamente explosivo, e Somerset sempre tenta segurar essas explosões, até o último minuto do filme. O psicopata John Doe (Kevin Spacey), querendo dar o seu recado para o mundo através dos 7 assassinatos, deixa claro que a história não é “tão simples” assim. A maior lição ainda está por vir, o que nos deixa na maior expectativa. Temos um pecado em especial que vai chocar a todos, tanto personagens quanto espectadores. Embora reconhecido como serial killer, Doe aparece calmo durante todo o tempo, e Spacey deu ao personagem uma personalidade muito bem característica. Sabemos que o psicopata mostrará algo de maneira gloriosa, e isso ele não deixa a desejar.

E o diretor? Sendo o segundo filme dirigido por David Fincher (“O Clube da Luta”, “Alien 3”, “O Curioso Caso de Benjamin Button”), é difícil acreditar que ele conseguiu realizar uma obra de arte. Apesar dos assassinatos realizados por Doe, não vemos como todos eles acontecem, mas imaginamos pela narração de Mills e Somerset, e até parece que presenciamos os mesmos. Tanto que eu não percebi que não havia assistido aos assassinatos durante o filme. Eles são extremamente agoniantes, sentimento passado aos espectadores pelos próprios personagens. Tudo é pensado com extremo cuidado, e cada detalhe é importante. O roteiro ficou nas mãos de Andrew Kevin Walker, que, curiosamente, representou o primeiro cadáver mostrado em cena.


A fotografia do longa transmite uma atmosfera densa e escura, adaptando-se ao roteiro. Pitt e Freeman, espetaculares como sempre, cumprem seus respectivos papéis com louvor. A atuação de Paltrow nunca me desceu muito bem, mas como ela é apresentada apenas como um personagem secundário, não me incomodou nem um pouco. O mais importante, que é o sentimento de Mills pela mulher, é validado por Pitt de forma convincente.

Não tenho reclamações. Tudo no filme trabalha em perfeita harmonia, nos conduzindo ao grand finale! É uma verdadeira obra-prima, que um dia estará na minha estante de DVD's

"What sick ridiculous puppets we are
And what gross little stage we dance on
What fun we have dancing and fucking. Not a care in the world. Not knowing that we are nothing
We are not what was intended." 
- John Doe


Nota: 5 Claquetes.







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